A peregrinação anual a Meca, denominada Hajj, constitui um dos cinco pilares do Islão, sendo o destino final da viagem Caaba, a Casa de Deus, um edifício quadadro de pedra negra, coberto por um tecido negro, onde tem de dar sete voltas no sentido contrário aos ponteiros do relógio. Qualquer Muçulmano de saúde e com posses para isso tem o dever de fazer essa peregrinação, pelo menos uma vez na vida. Os peregrinos devem entrar num estado de uma pureza ritual; para tal além de terem de tomar banho, tem de ir ao barbeiro e à pedicura, vestindo uma fatiota a rigor denominada ihram, o tal lençol que cobre o corpo todo. Na altura da viagem, que se realiza no último mês lunar, o povo aqui do sítio invade os aeroportos para entrar no avião rumo à terra prometida, invadindo também as casa de banho dos mesmos para lavar os pezinhos nos lavatórios. A maior parte leva apenas uma sacola e nem tem, nem sabe onde ficar no destino, é tipo um interrail para a terceira idade. Isto porque esta viagem é normalmente realizada por pessoas com mais de 60 anos por duas razões. Primeiro por uma razão económica, tem de se fazer um pé-de-meia para pagar a viagem e, segundo, porque a partir desta viagem o pessoal não pode pecar mais senão a viagem perde o sentido. Ou seja, após a ida a Meca, a malta não pode beber uma cervejola, comer uns enchidos, galar umas mulas e ainda tem de cumprir com todas as obrigações religiosas como as orações, o jejum do Ramadão e dar a esmola (zakat) voluntária por caridade. Agora já estão a perceber porque é que o pessoal só quer ir a Meca lá mais para o final da vida, assim não custa tanto.
Redoah, inxála
Redoah, inxála

